... participei mais uma vez da #Nike600K...
A Corrida SP>RJ, o Desafio dos 600K, foi uma prova insana. Esse ano, melhor preparada, peguei trechos mais desafiadores. Como eu amo tudo isso... Foi num desses trechos, na Estrada do Rio Escuro, subindo o "morro maldito" - íngreme e cheio de curvas - que essa imagem foi feita. 
Por essa expressão, pelas emoções que senti, pelas risadas que dei com meus amigos, pelas histórias que ouvi, todo e qualquer sacrifício valeu a pena. *** E a partir de agora o blog inicia um novo ciclo, em um novo endereço. Estou no novo site da revista CONTRA RELÓGIO. E é lá que vou falar um pouco mais da #Nike600K. Leitores assíduos ou novos leitores, peço a gentileza de, a partir de agora, acessarem: http://www.revistacontrarelogio.com.br/blogs/eu-corro-porque/ Os posts antigos ficarão aqui, como uma espécie de arquivo, para matar as saudades... Visitem o EU CORRO PORQUE.. Comentem, estejam por perto! Obrigada a todos!
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 10h46
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... completei minha quarta maratona, a primeira sub-4...
Parte 1 - Os agradecimentos Foi em Buenos Aires, em 10.10.10, que completei minha Maratona sub-4: foram 3h53m45s (tempo oficial) de muita alegria e determinação. Um objetivo que tracei há quase seis meses quando realizei a inscrição para a prova. 
Foram meses de treino. Mais do que isso, meses em que lutei para recuperar o foco. Sentimentos e emoções muitas vezes nos desviam o olhar, o coração, o comando da vida. Chorei, sofri, me perdi e me achei de novo. A corrida tem esse poder: me colocar no eixo, me devolver o foco, me mostrar que o comando está em minhas mãos (e em meus pés, porque não). Mas o que me fez sofrer ficou para trás. E a preparação para a Maratona teve muito a ver com isso. Agradeço a meus filhos pela enorme paciência de ter uma mãe maratonista. Agradeço aos amigos que, de uma forma ou de outra (às vezes até mesmo sem saber), me ajudaram. Especialmente Elói, Daniel, Júnior, Ricardo, Colucci, Silvia, Pavão, Akira, Marcos Paulo. Agradeço também ao George, pelo caminho apontado para as montanhas – elas foram muito úteis na minha preparação e estou sentindo falta delas (em breve retomarei as trilhas, deixadas de lado temporariamente apenas para evitar me machucar antes da prova em BsAs). E a tantos outros amigos e leitores que deixaram comentários, palavras de apoio, dicas. Mas chega de ser piegas. Vamos ao que interessa: a Maratona sub-4 em Buenos Aires: sí, se puede!
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h32
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Parte 2 – O antes
Cheguei a Buenos Aires na quinta, dia 7, para fazer as coisas com calma e até relaxar um pouco antes da prova. Mas relaxar é modo de dizer. Vim com minha filha e, claro, logo estávamos batendo perna conhecendo a cidade. 
Na sexta, ao lado de alguns amigos, fizemos um “running tour”, conhecendo correndo alguns pontos bacanas da cidade. Mas isso merece um outro post - aguarde! 
Também na sexta, estivemos na entrega do kit, super organizada e tranquila. 
No sábado pela manhã recebi as últimas orientações do treinador Fábio Rosa, da minha assessoria (MPR), que estava na cidade para auxiliar os alunos na Maratona. E à tarde, passeio turístico light e almoço de massas na gostosa tarde de sol em Puerto Madero. 
Mas o sol estava me preocupando. A previsão era de calor para o dia seguinte – e eu estava esperando o frio e me programei para correr de manga comprida. À noite esperava comer massa também. Mas para não ir longe de casa, acabamos em um agradável barzinho em Palermo, chamado Romário, comendo pizza. Com toda essa agitação e a ansiedade pela corrida, fui dormir tarde. Mas dormi bem.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h19
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Parte 3 – O grande dia
Realmente o domingo amanheceu esplendoroso. Céu azul e sol. Mesmo assim mantive a camiseta Adidas de manga comprida da minha assessoria (o tecido é bem agradável e eu dobrei as mangas) e coloquei a bermuda de compressão da Santaconstancia, com a qual fiz minhas últimas provas e longões. Nos pés, meias Nike e tênis Mizuno ProRunner 13 – também grande companheiro na minha preparação. No bolso, cinco carboidratos em gel: dois Accel e três Gu (um deles em forma de goma, comprado na feira da maratona) e uma cápsula de sal. Eu, minha filha e um casal amigo saímos de casa, em Palermo, às 6h15 da manhã, de táxi. A largada era às 7h30, na Avenida Figueroa Alcorta, em Belgrano. Com o trânsito já interrompido pela região, o taxista nos deixou muito longe. Eram 6h40 e teríamos de caminhar uns quatro quilômetros. 
Estressei. Deveria ter me informado melhor na véspera. Metade caminhamos, a outra metade fomos trotando – o que no final acabou sendo bom, servindo como aquecimento. Momentos antes da largada, ainda meio aérea, parecia estar em um sonho. Havia chegado a hora. A largada aconteceu sem atropelos pela espaçosa avenida. Parti, concentrada no ritmo que deveria imprimir a cada quilômetro. Pelos planos do meu treinador, deveria pegar leve nos 10K iniciais, com ritmo de 5’45”, para depois encaixar em 5’35”, concluindo, se tudo desse certo, em 3h57m. Mas tudo se encaixou desde o início, com ritmo bem regular. Fechei os 10K com 55m37s. Nem percebi passar a primeira hora de prova, percorrendo largas ruas e avenidas em direção ao centro. Estava me sentindo muito bem. Mas, embora confiante, sabia que o sub-4 não estava definido: ainda temia o “muro” do quilômetro 30 – em Porto Alegre, em 2008, foi assim. Mais ou menos por aí, encontrei amigos da minha assessoria e segui ao lado deles. Estávamos com camisetas amarelas, com uma pequena bandeira brasileira estampada, e um deles tinha a inscrição Brasil no peito. Com isso, éramos saudados o tempo todo. O público argentino, pelas ruas da cidade, foi muito amável com os brasileiros: “Vamos, Brasil”, “sí, se puede!” Em alguns momentos lembrava a recomendação de um guia turístico local: Buenos Aires é uma cidade para se correr olhando para o alto, para admirar a beleza de suas edificações. Fiz isso em vários trechos. Em outros, concentradísssima em meu pace, consegui não enxergar o enorme e amarelo estádio do Boca Junior (entre o quilômetro 16 e 17), uma das atrações do percurso. No final, quando amigos comentaram sobre o estádio, eu perguntei: “onde estava o Boca Junior que eu não vi?”. Virei motivo de piada. Fechei a meia maratona em 1h55m – tudo seguindo conforme o planejado. A hidratação na prova estava perfeita: água a cada cinco quilômetros, com isotônico (e algumas vezes frutas) intercalando também a cada cinco. Apenas as esponjas molhadas – prometidas em três trechos da prova – não foram suficientes para todos os corredores. Apenas os mais rápidos conseguiram se refrescar dessa maneira. Eu tomei meu carboidrato em gel por volta dos quilômetros 10 (Gu), 20 (Accel) e 30 (Gu em goma), me hidratando bem também. Segui com meus amigos, até o quilômetro 30, quando eles abriram um pouco. Não forcei para seguir junto – pelas minhas contas, era só manter o ritmo, podendo até diminuir um pouco, para chegar ao sub-4. Mas o sol começava a ficar forte, aumentando o desgaste, e tudo o que eu queria era chegar logo para escapar dele. O treinador Fábio Rosa combinou de nos esperar no quilômetro 35 para ver se estávamos bem e dar uma Coca-Cola para levantar o ânimo. Desde o quilômetro 30 eu “sonhava” com essa Coca. O quilômetro 35 começava em um pequeno um trecho de descida, tendo o Planetário Galileo Galilei à direita, e passava por baixo de um viaduto. Nesse instante veio aquela sensação maravilhosa que senti em minha primeira maratona, uma alegria imensa e também uma grande vontade de chorar. É difícil explicar por que isso acontece. Só sei que o ar começa a faltar, a respiração fica ofegante e até lágrimas ameaçam escorrer. Mas se eu chorasse poderia faltar fôlego. O melhor a fazer era controlar um pouco a emoção e partir em busca da Coca-Cola. Mas cadê o Fábio? Quando já estava pensando que não iria encontrá-lo, o vejo atravessando a pista e me entregando uma garrafinha de Coca. Ele perguntou como eu estava e respondi: “estou ótima!” O refrigerante desceu redondo. Faltava muito pouco. Mais sete quilômetros e a sub-4 seria uma realidade. A essa altura a projeção era de 3h54m. Na reta final, novamente na linda e larga Avenida Figueroa Alcorta, me senti poderosa - passo firme, brilho no olhar, sorriso no rosto -, conseguindo até ultrapassar alguns corredores. Ouvi minha filha gritar “mãe, sub-4!”. E ela correu para me fotografar. Lembro de ter dito: “É bom correr, porque eu não vou diminuir o ritmo para você bater foto”. Faltando poucos metros para a chegada, veio novamente a vontade de chorar. Dei um grito de felicidade e deixei a emoção e as lágrimas virem. Cruzei a linha chorando e rindo. 
No relógio, a marca de 3h53m48s – uma sub-4, com folga. Dessa vez não encontrei “muro”: fiz uma corrida bem racional, mas também curti demais. Os números no Garmin: http://t.co/9yQKEVZ
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h17
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Parte 4 – O depois
Quando o corpo esfria, claro que aparecem as dores. Mas nada assustador. Senti um pouco apenas os quadríceps – dores que lembravam que, afinal de contas, eu havia corrido 42 quilômetros. E nem uma bolha ou unha danificada! Pés intactos! E a adrenalina pós-maratona é demais. Eu fico meio boba, muito feliz, me sentindo a tal. Comemoração com minha filha novamente na ensolarada tarde portenha em Puerto Madero. À noite, dividi minha alegria com os amigos da MPR e da Run&Fun. Nós, maratonistas, merecemos!
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h13
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Parte 5 – O lado tenso de Buenos Aires
Me programei para ficar em Buenos Aires alguns dias a mais após a Maratona. Nada como passeios agradáveis, boa comida, doces e vinhos para dar uma relaxada. Na segunda, dia 11, foi feriado por aqui. Cidade tranquila, dia bonito, sai para dar uma volta com minha filha durante o dia. À tarde resolvi descansar um pouco. Com energia recuperada, à noite saímos para jantar em um restaurante em Palermo, perto de onde estávamos. Fila de espera grande. Mesmo assim ficamos. Apesar da demora, foi uma noite agradável. Caminhando de volta para casa, em uma rua já um tanto deserta (sim, erramos, estávamos distraídas), fomos surpreendidas por um homem, que nos agarrou por trás. Logo apareceu um outro. E eles pediram nossas bolsas. Foi tudo muito rápido e muito tenso. Mas de repente eu fiquei de frente para um deles, pensando (tudo em questão de segundos) o que eu iria fazer. Vi que poderia dar um chute nele e sair correndo, mas tinha minha filha... Não sei de onde tirei força e coragem, foi uma reação muito instintiva, comecei a gritar. Um rapaz, que trabalha em um restaurante próximo, estava passando e viu a cena e se aproximou para nos ajudar. Com os gritos eles fugiram, levando a bolsa da minha filha. E como num filme de ação, em questão de segundos apareceu um policial correndo na direção em que apontamos que o ladrão tinha ido (na hora pensei “esse é corredor”). Em seguida vieram vários carros de polícia. Logo depois, os policiais nos comunicaram que haviam prendido o ladrão – e recuperado a bolsa! - e nos levaram para fazer boletim de ocorrência. Foram muito atenciosos e nos trataram muito bem. Dois dias depois (quinta) tivemos de comparecer ao Tribunal de Justiça para confirmar nosso depoimento dado na polícia. Agora o processo vai correr e o ladrão pode pegar de um mês a quatro anos de detenção. Na capa do processo está lá o carimbo: “detenido”! Esse nunca pensou que iria encontrar uma “maluca” – protegida por Deus – pela frente. Foi um susto. Felizmente acabou tudo bem. O episódio deixou o resto da viagem mais tenso. Mas ainda estamos curtindo a cidade - inclusive fui ver o Estádio do Boca Junior (não poderia ir embora sem isso). E voltamos ao restaurante em que trabalha o rapaz que nos ajudou no dia do assalto – coincidentemente o mesmo em que havíamos comido a pizza no sábado, véspera da Maratona. Mais uma vez agradeci a ajuda do moço e a Deus por tudo ter acabado bem. E a vida segue. Hoje voltei a correr, para aliviar a tensão dos últimos dias: fiz oito quilômetros, em 45 minutos, em um agradável parque de Buenos Aires. Agora é voltar para casa e, dentro de uma semana, colocar o pé na estrada de novo: Desafio dos 600K, aqui vou eu! 
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h11
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... faltam 30 horas, 23 minutos e alguns segundos para minha quarta maratona...
Já estou em Buenos Aires, entrando no clima da Maratona. Encontrei vários amigos, dei uma corridinha por alguns pontos legais da cidade, mas também estou descansando, me poupando para o domingo. Hoje fui buscar meu kit. A ExpoMaraton é pequena e muito bem organizada. 
A camiseta regata da prova é que não combina com o clima da cidade – está um solzinho gostoso durante o dia, mas a temperatura está fria (15 a 17 graus). De qualquer forma, é bonita e tem meu nome gravado nas costas. Estou muito perto de realizar meu sonho da Maratona Sub4. Treinei para isso, me sinto preparada. Quando eu fecho os olhos, começo a lembrar onde tudo isso começou. Penso no início de tudo – cinco anos atrás -, penso nesse treinamento especificamente, na dedicação dos últimos meses, nas dores e delícias de se correr uma Maratona. Outro dia, falando comigo mesma, disse: “Yara, quem diria... Como você foi longe!” Mas sei que cada dia é um dia, cada Maratona é uma Maratona. Vamos ver o que me reserva o domingo, 10.10.10.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 23h06
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... faltam 9 dias, 7 horas e alguns minutos para minha quarta maratona...
E nesse momento falta tempo na minha vida. Que período mais intenso: “tudo ao mesmo tempo agora”. Contagem regressiva para a maratona na reta final, repito o clichê: passou depressa demais. 
Pelo registro no blog, a decisão de correr a Maratona de Buenos Aires, em 10/10/10 aconteceu em 15 de maio – ali faltavam 147 dias. Na verdade acho que tomei a decisão dias antes, como uma forma de colocar um foco na minha vida, prevendo um período emocional turbulento que viria pela frente. Foi a melhor coisa que poderia ter feito naquele instante. Ter uma meta ambiciosa, me agarrar a ela, me fez ressurgir. Emagreci, me dediquei aos treinos, “passeei” pelas montanhas, comprei uma bike, refleti muito, ganhei agilidade, melhorei minha performance, ganhei uns troféus, bati meus recordes pessoais em 10K, 10milhas, Meia Maratona... Voltei a sorrir de corpo e alma. Que venha a Maratona de Buenos Aires, porque estou pronta para ela! *** Além de trabalhar muito durante a semana, os finais de semana têm sido intensos. Os dois últimos foram dignos de “tarefas de gincana”, mas com muitas coisas divertidas e que acrescentaram muito em minha vida. Registro a seguir algumas sensações e emoções desses dias: Alegria e liberdade No sábado, dia 18 de setembro, junto com o Harry (Blog do Harry) e o pessoal do Haka Race, fiz uma trilha de bike pela Serra do Japi, em Jundiaí. 
Amei a brincadeira. Lembro que logo no começo do passeio, descendo por uma estradinha de terra bastante irregular, sentindo o vento no rosto, pensei: “quero fazer isso para sempre!” Corrida e bike têm coisas em comum e coisas completamente opostas. Subi pedalando trechos que não subiria correndo. Por outro lado, desci segurando a magrela trechos em que eu me largaria como um caminhão sem freio na corrida. 
Só sei que meu amor pela corrida será eterno, mas meu coração agora também abriga a bicicleta. *** Alegria e confiança No dia seguinte, domingo, dia 19 de setembro, teve a Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar. Faria a prova com o Daniel Henrique. Mas dias antes ele se lesionou e foi substituído pelo Harry. Parceiros novamente! Programei meu último longo para essa prova. Faria meus 21K + 9K para completar 30. Embora programada para ser a segunda corredora, larguei primeiro. Foi ótimo. Tempo fresco, vontade de correr. Vi cenas lindas que só uma prova de revezamento é capaz de proporcionar. Ria sozinha, me extasiava com a corrida e com as pessoas ali presentes – mais de 30 mil participantes. 
Cruzei com amigos, cumprimentei desconhecidos, vi minha filha na expectativa da espera de um integrante da equipe dela, tive a companhia de pessoas especiais na minha vida como Antonio Colucci e Harry. E corri, corri, corri. Embora conheça muito bem o local onde aconteceu a prova (Ibirapuera / 23 de Maio), em alguns momentos nem sabia onde eu estava. Só fazia correr. Com uma alegria imensa. No final, completei 33K em 3h02m, o que dá um ritmo médio de 5’32”/km. Ganhei confiança! *** Alegria e orgulho No sábado, dia 25 de setembro, foi a vez do Antônio correr no Circuitinho das Estações. Como eu acho lindo ver criança correr – em especial meu filho. Alto, magro, determinado, acho que ele leva jeito pra maratonista. 
O mais legal foi ouvi-lo depois contando, entusiasmado, como foi encarar os 300 metros da prova: “eu vi que o menino ia me passar e corri mais forte...” À tarde, fomos comemorar a conquista do Antonio Colucci, que vai para os #600K. Ele fez e aconteceu, causou no Twitter, mereceu ser convidado para representar os #Twittersrun na prova. #tamojunto *** Alegria e superação E quem esperava aquela chuva torrencial no domingo, dia 26, hein? Acordei com o relógio tocando, fui olhar o tempo na janela e voltei a deitar. Pensei 20 vezes antes de decidir correr os 10K do Circuito das Estações. Mas fui. Na hora da largada, felizmente a chuva tinha diminuído um pouco. Corri sem compromisso, sem pensar em recorde pessoal. Para que forçar nessa altura do campeonato, né? Terminei com 53 minutos. 
*** Agora falta muito pouco. A alegria dos últimos acontecimentos tem me acompanhado todos os outros dias. Me pego rindo sozinha, pensando na Maratona. Sendo ainda mais clichê do que no início do post, invocando o rei Roberto Carlos... "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!"
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 23h35
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... faltam 25 dias para minha quarta maratona...
Um breve post de apoio e incentivo ao amigo Antonio Colucci, que está bombando com sua campanha rumo ao Desafio SP>RJ 600K

Nos vemos na estrada!!!
#600K
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 19h18
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... faltam 26 dias para minha quarta maratona..
Os últimos treinos tiveram mais cara de 600K do que de Maratona. Na terça passada, feriado, ao lado de amigos da Imprensa – Harry (WebRun), Eduardo Elias (ESPN), Ricardo Capriotti (Band) e Zé Lúcio (O2) -, estive em Aldeia da Serra (SP) para um treino de subida. Foram 5k de descida e 5 de subida bem difíceis. Não bastasse a dureza do treino, ainda choveu. E muito. Choveu da hora em que saímos até a hora em que chegamos. Acho que foi para testar nossa determinação. 
*** No sábado, outro treino em Aldeia da Serra, com amigos do Twitter. 
Percurso diferente, mas igualmente duro. Foram 8k de ida e 8 de volta em uma estradinha de terra bem irregular, com muito sobe e desce. Usei a meia de compressão, mas desta vez me incomodou. A panturrilha ficou muito tensa e eu tive de abaixar a meia. No ano passado, como preparação dos 600K, fiz esse mesmo treino. Lembrei da dureza que foi. Mas desta vez pude perceber como evolui. Mais até do que resistência física, esses treinos trabalham o psicológico, a capacidade de resiliência (a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar às mudanças). Isso certamente também ajuda para a preparação da Maratona... e para a vida! *** E domingo, como estava cansada por causa do treino de Aldeia da Serra, peguei leve na corrida - fiz 7K soltos. Fui ao Museu do Ipiranga, que tem um parque lindo para correr. E eu não conhecia! Depois, com o dia bonito, eu de bike e ainda cheia de energia, pedalei 40K pela cidade. É o tal do descanso ativo. Fez um bem enorme! 
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 08h39
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... faltam 32 dias para minha quarta maratona...
É... falta pouco. Entrando na reta final. Longão de 30K na USP feito no sábado, em 2h51m. Se fosse o dia da maratona, com esse pace nos últimos 12K, terminaria em 3h59m. Uma sub 4! Mas, claro, preciso de uma margem maior de segurança. Então é treinar mais um pouco, polir e descansar... O melhor dos últimos longos foi a companhia do Antonio Colucci. Não sou de conversar durante treino ou corrida. Só que com ele o papo flui, a gente tem assunto de sobra, dá risada... Enfrentamos “brincando” até a subida da Biologia. Fora que encontramos um monte de outros amigos pelo caminho. No último sábado, um desses amigos foi o Marlon Camargo, de Curitiba. Como eu estava com a camiseta da imprensa dos 600K, ele se aproximou e se apresentou. E vibrou ao conhecer o “lendário” Colucci e curtiu a campanha #ColucciNos600K. 
Anderson Consenzo, Antonio Colucci, eu, Marlon Camargo e Eduardo
*** E semana passada teve a Green Race – a Corrida Fora do Asfalto. 50K, em Jundiaí. Estava devendo meu relato, para completar a história da Equipe Contra Relógio. Ganhei a inscrição e resolvi convidar uns amigos. Pelo Twitter, reuni o Antonio Colucci (ele, de novo! rsrs), o Eduardo Acacio e o Super Cesinha. Melhor grupo impossível. 
Ao longo de três ou quatro semanas, combinamos alguns detalhes por e-mail. E no final o que ficou acertado foi que o Cesinha faria o primeiro e o quinto trechos (ele era o corredor mais forte, conhecedor da região e voluntário para o “sacrifício”), eu faria o segundo (mais plano), o Colucci ficaria com o terceiro (o “ataque à montanha”) e o Edu com o quarto (também com muitos altos e baixos). A ideia era correr por farra, até porque sabia que era uma prova bem difícil. Não me passava pela cabeça que poderíamos ter alguma chance de pódio. Até que, momentos antes da largada, o Cesinha reúne o quarteto e diz: “São 15 equipes na categoria mista. Cinco tem chances de pódio. Nós somos uma delas. Vamos nos esforçar para chegar pelo menos em terceiro, quem sabe segundo...” Dei risada na hora. Risada de nervoso. Mas foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Aquelas palavras nos deixaram com “sangue nos olhos”. Deixei os meninos na largada e fui com o ônibus da organização para o posto de troca 1. No caminho, muito tititi com a Guga Kamei e a galera da Find. Só estava “preocupada” porque teria que correr sem relógio. Meu Garmin teve um apagão à caminho de Jundiaí e não consegui fazê-lo funcionar para a corrida. Meu corpo eu conheço e sei quando posso aumentar o ritmo ou quando tenho de diminuir. Agora, sou ruim demais para calcular distância. Como, então, administrar meu trecho? 
Eram quase 10 horas da manhã, sol forte e tempo seco, caminho empoeirado de terra, quando o Cesinha me passou a pulseira no posto de troca. Éramos a primeira equipe mista no segundo trecho. Sai forte, só lembrando das palavras do Cesinha no início. Sem relógio não posso dizer ao certo, mas acho que meu pace beirava os 4’30”. Caminho bonito, agradável, plano. E eu alucinada correndo. Mas cansei. E nem sabia quanto já tinha ido e quanto ainda faltava. Vi um integrante masculino da equipe Papa Léguas passando (achava que ele era de uma equipe mista – só no final soube que não era). Logo depois passou a Guga, da Find. Pensei: “ferrou, agora estamos em terceiro. Se mais alguma equipe me passar, não tem pódio”. Mas felizmente os que encostavam estavam na categoria solo. Verdadeiros heróis que me apoiavam: “vamos lá, menina!” Foi o Sérgio, meu amigo da CR, que disputava por uma equipe masculina, que me orientou sobre a quilometragem percorrida. Já haviam se passado 4km. Teria que administrar outros 5. Eis que o trecho plano deixou de ser tão plano. Vieram subidas e descidas. Para completar, sol cada vez mais forte. Achei complicado correr sem saber quando eu ia chegar. Corri com o coração... com o coração na boca! E felizmente cheguei! Sem a menor ideia de quanto tempo tinha levado. Entreguei a pulseira para o Colucci e relaxei. Fiquei ali por um tempo, conversando, comendo amendoim e tomando coca-cola, falando da prova... Era nesse mesmo local que o Colucci chegaria e entregaria a pulseira para o Edu. 
E assim fez: após o “ataque à montanha”, mais um pouco de papo e depois rumamos para a chegada, para então esperarmos o Cesinha. 
Sentados à beira do caminho, vimos o pessoal da Find chegar. Uns 10 minutos depois, veio o Cesinha. Festejamos a chegada e tal e começamos a confabular sobre a posição que tínhamos terminado. Achávamos que éramos terceiros. 
Pergunta daqui, pergunta dali, veio a notícia extra-oficial: segundo lugar! Eu não me contive de tanta alegria. Depois, no pódio, muita festa. Adorei fazer parte dessa equipe, adorei as palavras do Cesinha e o gás que ele injetou na gente na largada. 
É uma delícia competir. É uma delícia a sensação de fazer o seu melhor, por você e pela equipe. É uma delícia saborear a vitória. 
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 21h10
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... faltam 42 dias para minha quarta maratona...
Hoje não vou falar de treino ou prova.
O post hoje é uma espécie de desabafo diante de algumas coisas que tenho escutado por aí... Correr é simples. Gostar de correr é mais simples ainda. Não entendo bem porque tem gente que polemiza tanto, que diz que para ser corredor tem que ser “assim” ou “assado”... Que diz que quem corre prova badalada é “menos corredor” do que quem corre provas menores ou mais rústicas. Que diz que quem paga para participar de uma prova patrocinada por uma grande marca é “mauricinho” ou “patricinha” ou que só pensa em kits e mimos oferecidos... Já corri mega provas como a Maratona de Nova York e o Desafio dos 600K, bem como já participei de corridas como a Meia Maratona de Guariba (distante 350 km da capital paulista), onde a largada foi dada com palavras do tipo “um, dois, três... vai!” e a gente saia correndo em meio aos canaviais da região. Adorei todas elas. Corri (e continuo correndo em treinos e provas) com prazer, com o coração, mas também buscando minha superação. Sim, traço objetivos, quero melhorar meus tempos, corro atrás de metas! Mas é uma coisa minha. Não tem a ver com ser melhor ou pior do que ninguém. Quero ser melhor para mim mesma. Aliás, é outra coisa que não entendo: pessoas que dizem que se você corre com objetivo de tempo é porque não tem amor pela corrida... Para mim, uma coisa não invalida a outra. E quando atinjo meus objetivos não posso comemorar? Sou uma pecadora ou uma corredora “sem alma” por ficar feliz de ter feito uma Meia Maratona sub 2 horas? Me poupe... Só eu sei o que isso significa para mim. Quem me conhece e tem uma visão parecida com a minha sobre corridas também é capaz de entender o que isso representa e sei que fica feliz. Aos demais, sinto muito se incomoda... Talvez se aproximando sem preconceitos será possível enxergar o meu brilho nos olhos (provavelmente igual ao seu) ao falar das corridas. Quem pode julgar meus sentimentos em relação ao esporte? Cada um sabe de si, de sua paixão – ou de seu simples apreço – pelas corridas. E cada um sabe de seu bolso – o que pode (ou quer) pagar. Se quero fazer uma prova, pop ou alternativa, grande ou pequena, luxuosa ou simples, vou lá e faço minha inscrição. Estou a fim, posso bancar, por que não? A mesma coisa em relação a ter um tênis de marca, um relógio ou qualquer outro apetrecho. Não preciso disso para ser feliz na corrida. Mas, se tiver, qual é o problema? Não preciso correr descalça (sem polêmica, por favor) para ser verdadeiramente uma corredora. Corro em asfalto e em montanha. Corro com tênis e roupas das mais diferentes marcas (algumas peças até sem marca). Corro com equipe, corro sozinha, corro com amigos. Corro quando quero e quando posso pagar uma prova. Corro quando sou convidada (deveria me envergonhar disso?) Simplesmente corro.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 23h52
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... faltam 47 dias para minha quarta maratona...
Levei um susto agora! Entrei no site da Maratona de Buenos Aires, como sempre faço para ver quantos dias faltam, e estava lá: 47. Daqui para frente o tempo vai voar... A ansiedade anda tão grande, a ponto de me fazer sonhar com a Maratona a noite passada. Mas foi uma sensação muito boa, como se eu realmente tivesse corrido (tenho uma vaga lembrança do que foi o km 30 no sonho). E o melhor é que eu havia terminado em 3h55m... *** A vida está corrida - o que me fez ficar sem postar por duas semanas! – mas não está ruim, não... A única coisa que lamento foi deixar de registrar com a devida importância no blog o aniversário dos meus cinco anos de corrida (que aconteceu dia 18 de agosto). *** Em treinos e provas, tudo indo bem também. O longo do último sábado foi uma delícia... E a corrida da semana passada, as 10 Milhas Garoto, em Vitória (ES), foi especial. Deixo aqui um breve comentário de como foi – o relato completo está na revista Contra Relógio de setembro! 
“Bem-organizada e com distância tranquila de ser encarada, as 10 Milhas Garoto entrou para minha lista de favoritas. Uma raridade por aqueles lados, o domingo, 15 de agosto, amanheceu nublado e com temperatura perfeita para correr. Empolgadíssima, encontrei amigos (Leo, Joca, Thiago) e fomos para a largada. Lembrando do bom desempenho na Meia Rio, sabia que teria de controlar a ansiedade. Nos dois primeiros quilômetros, nem que eu quisesse conseguiria puxar, devido ao grande número de corredores pelas ruas. No terceiro, acelerei um pouco e logo encontrei a temida Terceira Ponte, cartão postal da cidade, com dois quilômetros de subida. Mas não achei o trecho tão complicado assim. Nem o vento, motivo de preocupação por parte dos corredores, atrapalhou. E que visual: aquele mar verdinho, o Convento da Penha no alto de um morro, a cidade linda... Durante vários trechos algumas coisas me lembravam outras corridas: ora era a paisagem, ora a temperatura, ora a participação popular (aliás, ponto super positivo). Ao mesmo tempo, estava achando as 10 Milhas Garoto uma prova única: gostosa, bem organizada, alegre. Passei nos 10K com o tempo de 53m30s. Além da minha mania de fazer contas, projetando tempos e calculando pace, desta vez adotei a estratégia de tentar ultrapassar as mulheres que via à minha frente. Era uma forma de me manter motivada e no ritmo. O Thiago também foi minha referência. Procurei não perdê-lo de vista durante o percurso. Mas faltando dois ou três quilômetros para terminar, ele abriu e não consegui acompanhá-lo. De qualquer maneira mantive-me firme e, no último quilômetro, tirando forças sei lá de onde, meu pace era de 4m38s. Conclui as 10 Milhas em1h24m – marca que me mantém otimista para o sonho da maratona sub 4 horas. Ah, e o Thiago terminou um minuto na minha frente – 1h23m. Depois, para comemorar, nada melhor do que saborear a moqueca capixaba e os tradicionais chocolates fabricados na região (aliás, ainda estou comendo, rsrs). Ano que vem eu volto!”
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 23h57
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... faltam 63 dias para minha quarta maratona...
Semana de grandes emoções... Recebi o convite oficial para participar novamente da Equipe Imprensa do Desafio dos 600K SP>RJ, a maior corrida de revezamento das Américas promovida pela Nike. 
A prova acontece de 21 a 23 de outubro - onze dias após minha Maratona em Buenos Aires. Sim, é puxado. Mas eu não resisti ao desafio. Para relembrar, um link com as emoções vividas em 2009: EU SOU PARTE DOS 600K. Lembro que "perdi o sono" durante alguns dias quando fui chamada no ano passado, pensando no tamanho do desafio. Agora, a reação foi ficar com as "mãos frias" e aquele "sorriso bobo" no rosto. Me sinto mais preparada, mas não deixo de temer a distância e as dificuldades dessa mega corrida. Até porque, como eu sempre digo, minha vida não é só correr... *** E de entrevistadora eu virei entrevistada. Uma amiga jornalista, a Cris Cartacho, da Diferencial Comunicação, fez uma entrevista comigo onde eu falo da minha paixão pelo esporte. Se quiser conferir, aqui vai o link: ENCONTROU O EQUILÍBRIO NA CORRIDA.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 21h43
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... faltam 67 dias para minha quarta maratona...

Road Runner ou Trail Runner... 
Não importa: eu sou corredora! Sem rótulos. Simples assim.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 09h28
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