... deu saudade dos 600K (18 outubro 2012)...

Mais ou menos nessa época, nos últimos três anos, eu corri o Desafio SP>Rio, os famosos 600k...

Foram experiências incríveis, que vão ficar para sempre na memória.

Em 2009, ano de estreia da prova, grande novidade entre os corredores, meu sentimento em relação aos 600K foi de "medo" - substituído ao final por "superação" (e choro!)

Em 2010, grande ano nas corridas para mim, ano de quebra de recordes pessoais em todas as distâncias (e incríveis 3h53m na Maratona de Buenos Aires), a palavra que definiu os 600K para mim foi "força".

Em 2011, veterana na prova (assim como o Harry Thomas e o Iuri Totti), o Desafio SP>Rio representou "diversão".

Por isso meu treino de hoje, pela trilha da volta da grade no Ibira, com uma camiseta da prova (de 2010), foi dedicado aos 600K.

E com você, caro leitor, compartilho agora algumas imagens dos três anos de "medo", "superação", "força" e muita, muita "diversão"!




Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h34
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... meu treino é um gráfico de pizza (27 setembro 2012)...

Acho que todo mundo desenvolve umas manias ao longo da vida. Coisas que às vezes a gente não sabe explicar como começam, mas que se tornam hábito e ficam cada vez mais "sofisticadas" - ou malucas.

Não lembro exatamente quando começou - talvez tenha sido a partir da minha primeira maratona, em 2008, em Porto Alegre -, mas eu desenvolvi a mania de fazer contas de cabeça enquanto corro.  No início, sem relógio sofisticado, ficar fazendo projeções do tempo final - com somas, divisões, simulações (se eu correr mais rápido, se eu diminuir...) - tinha algum sentido.

Hoje eu tenho um Garmin que me dá muita informação. Mas, mesmo assim, continuo com as contas. Vai entender...

Agora são os "gráficos de pizza" (também chamados de gráficos circulares ou gráficos de setores), tão usados para apresentações de dados, que dominam minha mente enquanto corro.

Chega a ser engraçado, pois eu visualizo até as menores frações.

Na última terça, por exemplo, o treino era de 10 tiros de 400 m, com intervalo de 40 segundos entre eles, em um trecho pequeno do parque, onde a gente tinha de ir e voltar pela mesma pista. Ou seja, um treino bem chatinho.

Mas com o "gráfico de pizza" na cabeça tudo ficou bem mais fácil. Cada ida e volta correspondia a 20% do treino feito. E logo eu "pintava" a fração na pizza virtual.  Aí fui sofisticando, ao ponto de poder afirmar que já tinha completado 83% do treino.

É legal porque funciona também como um treino psicológico e o tempo parece que passa mais rápido. Mas é pirante quando você não quer pensar em nada e a bendita bola dividida em frações não sai da sua cabeça...



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h25
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... errei o caminho (17 setembro 2012)...

Já tive medo de errar o caminho em prova, já sonhei com isso. Mas nunca tinha acontecido, até que...

No sábado, na USP, teve mais um treino do Desafio Pharmaton. Manhã bonita de sol, acordei super disposta e lá fui eu, junto com meu marido, o Guto, e minha filha, a Fernanda. Ele foi para fotografar o evento, ela, também inscrita, foi para correr.

No dia anterior a gente tinha optado, via Facebook, por uma das distâncias do treino – 5K ou 10K. Escolhi os 5K, pensando em correr forte e terminar rápido para depois poder conversar com os amigos e tomar o café da manhã caprichado preparado pela turma da RG Nutri.

A arena montada era digna das grandes provas: tenda para retirada de chip –aliás, um chip tecnológico, capaz de informar em tempo real aos meus amigos do Facebook sobre minha performance –, área para fazer teste da pisada, música, professores comandando alongamento... Tudo muito colorido e animado. Mas o que interessava era o treino, a corrida, e eu estava ansiosa para largar.

Eu treino com uma assessoria esportiva (a MPR), mas quando não estou com o grupo, corro com meu marido. E conversamos o tempo todo. Nesse dia do Desafio Pharmaton, como o Guto não iria correr, larguei sozinha.

Logo vi minha filha e chamei para vir comigo. Mas a Fernanda não quis papo. Avistei os amigos jornalistas – Capriotti, Bruno e Apa –, mas eles estavam gravando uma entrevista enquanto corriam e eu não quis atrapalhar.

Segui sozinha. Entrei no papo de uma dupla que discutia o desafio de um dia correr 21K. Compartilhamos algumas experiências e eu novamente avancei. Puxei conversa com outra moça, que estava fazendo 10K. “Só vou fazer 5, mas quero ver se consigo seguir forte”, eu disse, em um ritmo de 5’30” por quilômetro.

Um pouco mais adiante – perto de completar 2K –, de novo resolvi conversar. Vi duas meninas e perguntei a uma delas sobre o tênis que estava usando e o que achava daquele modelo. Foi a deixa para começarmos a “tricotar”.

Falamos de tênis, de maratonas, de viagens, de desafios na corrida e no dia a dia, de como a corrida ajuda a gente a se superar, descobrimos amigos em comum... E papo vai, papo vem, de repente me vejo subindo a rua do Matão (a subida da Biologia) e meu relógio acusa 5K. Olhei para a Ana e falei: “Engraçado, já deu 5K”. E ela respondeu: “Sim, só falta metade”. Daí é que percebi que tinha seguido com a turma dos 10K.

Por alguns segundos, fiquei em estado de “quase pânico”. Isso porque antes de um treino eu me programo mentalmente para correr uma determinada distância (naquele dia seriam 5K) – e não me peça para dar um passo a mais!

Mas pensei: “Já que estou aqui, vou continuar. Esse vai ser um desafio a ser superado. E, afinal, não é esse o espírito do projeto, levar as pessoas a equilibrar corpo e mente por meio da atividade física? Vou me reequilibrar e seguir”.

Retomei o rumo da corrida, já descartando qualquer ideia de performance, e fui até o fim conversando com a Ana e a Lizandra. No mesmo instante que cruzei a linha de chegada, meu Facebook acusou: “Completei o meu desafio de 5k em 1h03min. O desafio me ajudou a ter equilíbrio entre corpo e mente e me trouxe disposição para vencer. Desafie-se você também!”

Quem viu a mensagem, pode ter achado que eu fui andando, rsrs. Mas nem liguei. Eu errei o caminho, não fiz o tempo que pretendia, mas cheguei bem e ainda ganhei duas novas amigas!



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h23
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... e o vencedor é (15 agosto 2012)...

Está aqui o resultado da promoção cultural do blog...

Em primeiro lugar peço desculpas pelo atraso na publicação desse post com o vencedor da promoção
POR QUE SUA HISTÓRIA NO ESPORTE MERECE VIRAR UM LIVRO”.

Não consegui publicar ontem devido a um problema técnico.

Todas as histórias são incríveis, mas a comissão formada pelos profissionais do Estúdio13 e convidados escolheu a versão de
Ana Maria de Carvalho Barranco

‘A minha vida de corredora não tem um histórico de doença grave, paralisia, obesidade ou algo físico que me impedisse de fazer atividade física. Esses depoimentos de superação me emocionaram e pela garra quase me fizeram desistir de postar o meu. A minha história é de uma convivência nefasta com um inimigo: EU.  Mas um dia, que não teve nada de especial, eu resolvi levantar e ver se era mesmo tão legal acordar tão cedo e sair correndo. Hoje agradeço a corrida por ter mudado a forma negativa como eu me via: eu não sou uma derrotada que não sabe fazer nada e que nunca vai conseguir completar uma tarefa. Eu me venci! Hoje eu corro e mostro pra mim, todos os dias e em todas as atividades, que sou o que eu quero ser’

 

A Ana será contemplada com um MySPORT_Book do Estúdio13, um livro bonito e personalizado para eternizar suas grandes paixões e conquistas. As imagens serão feitas em estúdio profissional pelo fotógrafo Guto Gonçalves e o texto será produzido em forma de reportagem por mim.

Entrarei em contato com a Ana para acertarmos os detalhes de agendamento. E tão logo o MySPORT_Book  da Ana esteja em andamento mostrarei aqui no blog os bastidores da produção.

Parabéns pela garra de vocês e pelas conquistas graças ao esporte.
E mais uma vez obrigada pela participação de todos.



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h22
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... sua história no esporte merece virar livro: promoção cultural no blog (3 agosto 2012)...

Hoje é dia de promoção cultural. Nada de inscrição para prova, tênis ou camiseta...  Mas é uma coisa pra lá de bacana. O que vou dar para o fiel leitor ganhador da promoção é seu próprio livro, com sua história de superação no esporte. Como?

Primeiro vou explicar o que é esse livro. Depois, como você pode ganhá-lo.

Sempre escrevi sobre saúde, bem-estar e esporte. E sou apaixonada especialmente pelo tema corrida – sou colaboradora da revista Contra Relógio há quase sete anos.

Esse ano, porém, resolvi ir um pouco além, superar meus limites também na área profissional. Uni forças com meu marido, o fotógrafo Guto Gonçalves, e juntos criamos o Estúdio13 – fotografia e jornalismo.

Esportistas que somos, desenvolvemos um produto exclusivo para todo tipo de atleta: o MySPORT_Book.

Trata-se de um livro bonito e personalizado para eternizar grandes paixões e conquistas. As imagens são feitas em estúdio profissional pelo Guto. E o texto, com a história de superação do atleta, é produzido em forma de reportagem por mim.

A união de fotos e texto resulta em um livro artístico e de acabamento impecável, tamanho 21x30cm, capa dura, impresso em papel couché.

O MySPORT_Book é aquele “troféu” que você vai ter orgulho de mostrar aos amigos!

E é um MySPORT_Book que eu vou dar aqui no blog a um de meus leitores. Para participar, basta responder, por meio dos comentários no post de hoje (3 de agosto) e em até 500 caracteres (ou seja, textinho curto), a seguinte pergunta:

“POR QUE SUA HISTÓRIA NO ESPORTE MERECE VIRAR UM LIVRO?”

Coloque também nome, idade e cidade (twitter e facebook, se tiver).

A data limite para postar seu comentário-resposta (dentro do tamanho estabelecido) será dia 10 de agosto, às 17 horas. Anunciarei o vencedor no dia 14 de agosto por meio de um post aqui no blog.

A resposta mais legal, julgada por uma comissão formada pelos profissionais do Estúdio13 e convidados, vai levar um MySPORT_Book personalizado.

Atenção: a sessão de fotos para o livro, que é parte do produto MySPORT_Book, é realizada em nosso estúdio, que fica na cidade de São Paulo. Caberá ao vencedor deslocar-se por seus próprios meios até o Estúdio13, em dia e horário previamente agendados com a equipe. Essa promoção é pessoal e intransferível.

Posteriormente serão passadas ao vencedor informações sobre agendamento da sessão de fotos e entrevista e entrega do livro.

Vai ser legal transformar a sua história em livro. PARTICIPE!

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P.S.: amanhã participarei do debate “Mulheres nos 21K” na Expo da Golden Four Asics, às 16 horas, no Hotel Tivoli São Paulo, Alameda Santos 1437. Se estiver por lá e quiser mais detalhes da promoção ou mesmo só para bater um papo sobre corrida, é só chegar :)



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h20
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... Maratona de Nova York em cena (25 julho 2012)...

 

Quem mora em São Paulo e ainda não viu, não pode perder a peça Maratona de Nova York. Será o último final de semana em cartaz por aqui. Anote: sexta, sábado e domingo (27,28 e 29 de julho), no Teatro Cacilda Becker, na Lapa.

Quem é de Fortaleza pode se programar para assistir nos dias 4 e 5 de agosto, no Teatro Celina Queiroz.

Em seguida a peça segue para o interior de São Paulo: São José dos Campos, Bauru e Botucatu (não sei informar onde serão as apresentações, mas para quem é da região não deve ser difícil descobrir).

A ideia, depois, é voltar à capital paulista.

Eu assisti duas vezes – e até decorei umas falas, que agora repito em meus treinos (rsrs).

E ainda entrevistei os atores Anderson Müller e Raoni Carneiro (a matéria está na edição de agosto da CR).

Yara Achôa, Anderson Muller, Raoni Carneiro

Simplesmente adorei. Por que? Porque me identifiquei com os personagens – ora com um (meio reclamão, mas divertido), ora com outro (focado e severo consigo mesmo). Juro que em vários momentos do espetáculo deu vontade de dizer: “comigo também é assim”.

Mas não vá esperando que seja uma história sobre a Maratona de NY. Mais do que uma trama de superação, que envolve a tão festejada prova, os personagens emocionam com suas reflexões sobre a vida.

Fora dos palcos, Anderson e Raoni foram super simpáticos e se revelaram apaixonados por corrida. Nem parecia uma entrevista e sim um papo entre amigos corredores.

Se eu fosse você corria lá para assistir.

 



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h18
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... a Maratona do Rio e Zélia Duncan (6 julho 2012)...

Nunca corri a Maratona do Rio, vivo “ensaiando”, mas ainda não dei o passo definitivo.

Só corri a Meia Maratona – distância também oferecida dentro do evento Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro, que vai rolar no próximo domingo.

Acho que é uma das provas mais bacanas do Brasil. Gostaria de estar lá, mas dessa vez não vai dar.

Muitos amigos irão. E uma ilustre corredora também: a cantora Zélia Duncan. Pelo menos foi o que ela disse durante um recente evento, do qual eu participei, cujo tema foi corrida e superação.

Na conversa, ela mostrou um sentimento de paixão pela corrida parecido com o que eu também tenho. Dei risada com algumas de suas tiradas e repeti internamente “comigo também é assim” várias vezes.

Em homenagem a todos que vão correr a Maratona do Rio, segue aqui os melhores momentos da Zélia Maratonista.

Sobre como começou a correr

“Fui jogadora de basquete profissional, mas parei de jogar faz muito tempo. Segui a carreira artística. Fui cantar. Minha vida mudou. Um dia resolvi jogar de novo, míope, mais velha, mas ainda com a memória da garotinha esportista. Liguei para umas pessoas, arrumei uma quadra. Primeiro foi um desespero para colocar a lente de contato. E também não estava preparada para correr tanto. Não corria há um tempão. Briguei com todo mundo... Vi que pra arrumar quadra, gente, alguém pra apitar era difícil... É muito complicado pra vida que eu tenho arrumar tudo isso. Aí comecei a querer correr.

Eu tinha horror por corrida. Vivia dizendo isso. Mas eu moro no Rio, cidade bonita, gostosa de correr. Uma amiga do bairro disse que eu devia correr um pouquinho. Comecei a correr cinco minutos, andava rápido, corria mais cinco minutos, me sentia muito cansada, parava. Aos poucos fui aumentando a distância e comecei a tomar gosto. Tem um momento que vai dando prazer. Quando corri 2 km direto foi... uau! Depois foram 5 km. E então comecei a querer correr 10. Aí uma amiga disse que ia me inscrever em uma meia maratona. Virou um sonho pra mim. Aprendi o que era o prazer de treinar. Comecei a levar tênis, relógio, roupa de corrida para as cidades que eu tinha show”

Sobre corrida e prazer

“Quando você começa a correr é desespero, sente a perna pesada. Até você descobrir o prazer. Aí eu digo para mim, eu sou saudável, eu tô viva, posso fazer isso. E vou correndo, 10 km, 15 km... 20 km. Aí eu vou dizendo ‘o que é que eu tô fazendo aqui. Por que eu estou aqui?’ Mas o prazer volta em dobro quando eu termino”

“Eu digo que agora eu canto pra sustentar esse vício. Virou uma coisa séria, momento quase de meditação, só meu, de extremo prazer”

Sobre medalhas

“Adoro uma medalha. Significa que eu consegui chegar. É importante esse símbolo”

Sobre mantras na corrida

“Eu li um livro muito bacana de um japonês chamado Haruki  Murakami (Do que eu falo quando eu falo de corrida). Ele corre muito, já fez ultra. Em determinada parte ele conta que antes dele começar a correr, assistiu a uma entrevista com grandes maratonistas, falando que eles tinham mantras, frases que eles repetiam durante a corrida.

É claro que eu e meus amigos desenvolvemos mantras. Tem um amigo que corre assim ‘é campeão, é campeão’. O meu é assim: 'o que são 10Km dentro de uma vida, o que são 10km dentro de uma vida...'

Mas o pior é quando aquelas músicas horríveis grudam na sua cabeça, você não consegue parar de cantar dentro da cabeça...”

Sobre longas distâncias

“Quanto mais velho você fica, parece que a corrida fica melhor. Parece que a gente tem mais paciência. Eu estou com 47 anos. Não me imagino com 25 anos correndo 30 km. Eu ia ficar muito nervosa. Tem quem tenha o dom. Eu não, fui desenvolvendo. E tem que ter paciência, descobrir o prazer”.

Sobre corrida e música

“Corro com músicas que me dão alegria. Música triste pode me derrubar”

Sobre ser reconhecida quando está correndo na rua

“Outro dia estava correndo no Rio, um cara passou de carro e gritou para mim: ‘Ô, Zélia Duncan, entra aí, eu te levo...’”

“No Recife, véspera de um show, levantei cedo, coloquei minha roupinha de corrida, meu relógio... Estou lá correndo. Uma pessoa começou a correr junto e resolveu puxar papo: ‘te conheço de algum lugar... você poderia...’ Eu respondi de imediato: ‘agora não, eu tô treinando...’. Depois passou outro e disse: ‘aí Zélia, adorei seu show’. E eu: ‘pô, mas eu não cantei ainda...’”

Sobre maratona

“Como amadora, dentro de uma prova imensa como a maratona, o que senti é que o corpo vai, vai. Quando passa 32, 33 km, seu corpo começa a dizer assim ‘não foi isso que a gente combinou. Você não vai parar?’ Você tem que ter uma força mental muito grande. Em um certo momento parece um castigo. Mas quando você chega tudo se justifica, tudo é bonito, está tudo certo”

Sobre sua primeira maratona, em Chicago, 2010

“Tem uma história hilária nessa primeira maratona que corri, em Chicago. Fui com o Drauzio Varela, meu grande amigo, tive o prazer de ir com ele. E também com uma amiga mais jovem, super corredora – a gente a chamava de bip-bip, ela completou a prova em 3h28m. E ainda uma amiga que mora em Chicago, que nunca correu, e resolveu treinar para a maratona. A considero uma pessoa muito corajosa. Ela se preparou para fazer em seis horas, para completar. E estávamos lá, caminhando para a largada. Estávamos emocionados, aquela multidão caminhando... Eu com vontade de chorar. Aí a mãe dessa minha amiga que mora nos Estados Unidos ligou do Brasil. Ela falou com a mãe, chorou. E a gente só vendo ela falar assim: ‘não, mãe, está tudo bem, pode deixar...’ A mãe dela disse para ela ‘Minha filha, liguei para dizer para você que não precisa ganhar não...’ Corremos os 10 primeiros quilômetros às gargalhadas.  Ela fez em 6h20. Seguiu a risca o que a mãe pediu”.

Em tempo: Zélia completou os 42,195 km de Chicago em 5h10m34s.



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h15
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... balinhas e refri no km 40 da Maratona de São Paulo (18 junho 2012)...

Já corri quatro maratonas. Não é tanta experiência assim, mas já é um número respeitável (pelo menos eu acho).

E pelas minhas vivências, digo: por 30 quilômetros você vai bem, corre aquilo que você treinou. Depois, são 12 quilômetros de superação.

Não corri a Maratona de São Paulo no último domingo, mas fui assistir. Porque eu adoro ver gente correndo. Ainda mais uma prova como a maratona.

Depois de ver a chegada feminina (com a Marily dos Santos em quinto) e a vitória do Solonei, me instalei – com marido e filhos – no km 40.

Tão perto e tão longe da chegada...

Naquela altura da prova, você não aguenta mais: já tomou gel, já bebeu água, já comeu batata, já está enjoado...

Tudo o quer é ver logo a linha final.

Ficamos ali, logo após a saída do túnel, debaixo de sol forte (devia estar uns 25 graus). Levamos bala de goma e alguns refrigerantes (um refri prometido para uma amiga, os outros para quem achássemos que precisava) para oferecer aos corredores.

Os meninos adoraram a experiência de ajudar os maratonistas. Ensinei que eles deviam abordá-los com calma, não passar na frente correndo, enfim, respeitar a corrida.

Foi muito lindo ver Antônio e Joaquim oferecendo: ‘quer uma balinha?’, ‘aceita um guaraná?’

Alguns corredores recusavam educadamente. Outros simplesmente aceitavam. Outros aceitavam e agradeciam – muitos até como se estivessem vendo uma miragem. Ouvimos vários ‘Deus te abençoe!’

E cada maratonista que pegava a balinha ou o refrigerante levava um pouco da gente junto...

Parabéns aos que completaram a Maratona de São Paulo!



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h13
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... lá vem mais uma Maratona de São Paulo (15 junho 2012)...

Todo ano quando chega a época da Maratona de São Paulo eu me pergunto porque não me inscrevi... É a minha cidade...

E todo ano eu não consigo ficar longe dela. Vou para ver e ajudar os amigos.

Gosto de ficar nos quilômetros finais, vendo a expressão dos corredores e revivendo minhas experiências nos 42K.

Em 2009 me posicionei no km 40, logo após a saída do túnel, na Av.  Juscelino Kubitschek – cenário de guerra, como dizem alguns.

Em 2010 encarei o percurso de 10K e depois fiquei próxima à chegada.

Em 2011 fui para a USP, no km31, onde encontrei muita gente conhecida e entreguei o refrigerante gelado prometida ao amigo Alexei.

No próximo domingo estarei por lá novamente, ainda como expectadora, provavelmente na JK.

Quem for correr e me enxergar ali, dá um “tchauzinho” :)

E no ano que vem, prometo: estarei em todos os quilômetros da Maratona de  São Paulo.

Acho que está chegando a hora de colocar essa prova em meu "currículo"!



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h13
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... lembrei porque eu gosto de subir um morro (5 junho 2012)...

Fazia tempo que eu não encarava um morro. E já havia esquecido como é bom ser desafiada pelas subidas.

Há meses só encarando a planície do Ibirapuera, no último domingo, por insistência do Guto, resolvi fazer um treininho no Centro Recreativo do Trabalhador, o Ceret, no Tatuapé (SP).

O parque é pequeno e a volta que fazemos tem apenas 2 quilômetros. Mas o lugar é uma delícia porque oferece variação de terreno (asfalto, terra, grama) e elevação (subidas e descidas) o tempo todo.

Antes de começar, combinamos: “três voltas”.

E lá fomos nós. Saímos conversando no trecho inicial, de descida, e fechamos a boca tão logo começou a primeira elevação.

Claro que eu fiz “manha”, andei um pouco, reclamei. O Guto insistia para eu não parar. Nos trechinhos planos ou de descida, ainda conversávamos um pouco. Foi assim nas duas primeiras voltas.

Na terceira, suspendemos o papo, me concentrei. Eu ia encarar o percurso inteiro sem reclamar, sem parar.

Quando estou em situações “difíceis” na corrida (uma subida punk, um trecho monótono, debaixo de sol forte) costumo inventar “mantras”. Nesse domingo, enquanto eu subia os morros do Ceret, repetia na minha cabeça: “estou em uma reta, estou no plano”.

Sei que a terceira volta foi muito boa. O percurso não é um “morro maldito”, mas é puxado. E a sensação de superação também existe ali.

No final da terceira volta, falei para o Guto: “vamos mais uma?”

Fechamos o treino com 9 quilômetros rodados em pouco mais de uma hora.

O tempo não foi lá essas coisas, mas terminei me sentindo mais forte.

E ganhei um elogio do Guto: “você é valente”.

Estava mesmo sentindo falta dos morros e de me sentir valente.



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h11
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... sobre corrida e amor (1 junho 2012)...

Eu adoro ouvir boas histórias. E sempre imagino um jeito de transformá-las em matérias para compartilhar com maior número de pessoas.

Eu adoro ouvir boas histórias: de corrida (amo relatos de maratonas, de conquistas, de superação) e de amor (uma das responsáveis por isso é minha mãe que, vira e mexe, recorta uma crônica do jornal e me dá, falando “olha que história de amor!”).

Então não poderia deixar de registrar aqui uma
história de corrida e de amor.

Essa eu acompanhei pelo Facebook. A história da Laina, professora de Educação Física de Porto Alegre, e do André, do Rio de Janeiro.

Eles se conheceram em um grupo sobre corrida, na rede social. Vi postarem fotos, mensagens, palavras carinhosas.

Vi que completaram muitas provas juntos:

21K em POA (05/2011) ; 21K em Floripa (06/2011); 21K no Rio (07/2011); 2K Natação Rei & Rainha do mar em Copacabana, Rio (08/2011); 24h correndo na esteira em POA, Laina 67K e Andre 77K (09/2012); 81K da TTT em dupla, em POA (01/2012); 200K Audax de bike, no Rio (03/2012); K21 em Arraial do Cabo, prova transformada em noivado (05/05/2012)

Outro dia recebi o convite virtual: Laina e André chamando os amigos para o casamento após a Maratona de Porto Alegre. Não à tarde, em uma cerimônia, mas sim imediatamente após a linha de chegada dos 42K. Não especificaram, mas acho que os convidados não necessariamente precisariam correr, rsrs.

E vai ser no próximo domingo, 3 de junho. Vai ter corrida, superação, emoção e casamento na Maratona de Porto Alegre.

Nas alianças está gravado o número mágico 42,195 -distância oficial de uma maratona.

Parece que também terá o tradicional buquê, lançado às amigas que estiverem por lá. Laina só esconde detalhes do modelito que vai usar, mas tenho certeza que vai arrasar. Porque tudo nessa história é bonito.

Parabéns, Laina e André!

Acho que agora vou imprimir esse post e levar para minha mãe, dizendo: “olha que história de amor!”



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h09
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... umas risadas e um pouco de inspiração (3 maio 2012)...

Ontem, zapeando a TV, peguei no comecinho um filme chamado “Maratona do Amor” (Run Fat Boy Run).

Já tinha ouvido falar dessa produção na época em que foi lançada (2008), sabia que era tipo “sessão da tarde”, “água com açúcar”, mas tendo a corrida como tema foi impossível resistir. Dei boas risadas.

Dennis é um cara todo atrapalhado e, segundo as pessoas que convivem com ele, “nunca termina nada do que começa”. Cinco anos atrás ele havia deixado a noiva grávida no altar por não se sentir preparado para o casamento. Mas agora, todos os dias, ele tenta convencer a mulher que ama a aceitá-lo de volta. E todo dia ele falha.

Quando Dennis descobre que a ex arrumou um namorado a coisa muda de figura. Ela explica assim o que viu no novo namorado: “Ele é bonito, simpático, bem sucedido. E corre maratonas”. Dennis não deixa por menos e diz a amada e aos amigos que vai correr a “Nike River Run”, uma maratona beneficente de Londres (embora no filme dublado eles tenham falado em uma corrida de 40 Km o tempo todo). Tudo para provar que pode mudar de vida (além de atrapalhado, o cara era sedentário, fumante e tinha uma vida zero saudável).

O filme é engraçado e a gente se identifica em muitos momentos. Como quando Dennis diz que “a partir de amanhã, às 6 da manhã, minha vida vai começar a mudar” e em seguida corta para a cena com ele acordando às 8, todo preguiçoso, perdendo seu primeiro dia de “treino”. A primeira corridinha também é hilária: ele com uma roupa nada a ver sai correndo forte uns 50 metros e para, quase morrendo. Mas olha para o relógio e diz: “nada mal”.

Com ajuda dos amigos e sem perceber, ele vai pegando gosto pela corrida. Eu adoro ver gente correndo – e em Londres, onde recentemente corri uma Meia Maratona, então...

Claro que tem muita coisa que não corresponde à realidade – como os corredores rivais chegando ao pelotão de elite, durante a corrida, e ultrapassando os líderes.  Mas é ficção, é pra dar risada.

Sei que gostei muito. E sei que o filme serviu de motivação para hoje cedo quando acordei com frio e vontade zero de sair da cama. Mas como tinha de levar filho na escola e tal, já que estava de pé, fui para o parque e corri 40 minutos. Valeu a pena. Sempre vale a pena.

Para o final de semana friozinho que se aproxima, para motivar, para dar risada, para ver o que a corrida pode fazer por uma pessoa, fica a dica:
Maratona do Amor.



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h07
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... 1h41m, mais uma vez (23 abril 2012)...

Quantos quilômetros cabem em 1h41m? Esse tempo “me persegue” em várias distâncias. Reparei nisso um tempo atrás. Veja só:

Volta da Pampulha (em 5 de dezembro de 2010) 18K = 1h41

Volta ao Cristo (em 30 de janeiro de 2011) 16K = 1h41

Volta a Ilha, trecho do Morro maldito (em 30 de abril de 2011) 15K = 1h41

Treino na USP (em 11 de junho de 2011) 17K = 1h41m

E também foi em 1h41m que fechei as 10 Milhas Mizuno (16K) no último domingo.

Prova bem organizada, distância “tranquila”, percurso praticamente plano, clima perfeito para correr... Só eu não estava muito bem. Na semana passada uma ameaça de gripe foi me tirando o sossego. E claro que a ameaça se concretizou no sábado, véspera de prova.

Para combater a dor de garganta, antiinflamatório; para amenizar os sintomas da gripe, antigripal. Não fazer a prova não estava em meus planos.

Mas no dia, na hora de correr pra valer, senti que não ia ser bem como eu queria. A expectativa era fazer pelo menos 6 minutos por quilômetro, fechando em torno de 1h36m. Comecei conservadora, mais lenta, tentei apertar em alguns momentos e “reclamei” o tempo todo com o Guto, meu marido, também corredor.

Tive vontade de mudar para o percurso de 5 milhas, pensei em dar uma paradinha na ambulância (não era pra tanto, mas eu fiz fita quando vi a equipe médica), cheguei a dar uma caminhadinha...

O Guto estava em um dia muito bom e poderia ter corrido bem melhor, mas me acompanhou e, com a maior paciência do mundo, me incentivou a continuar. E terminamos juntos mais uma prova.

Juntando o esforço físico, a roupa molhada e a garoa que tomei, a gripe baixou de vez. Hoje estou um bagaço. Muito chazinho, mais antigripal, descanso... Só sei que quero melhorar para estar bem nas próximas.

***

Em tempo 1: minha luta para perder uns quilinhos continua. Mas está difícil. Alguns dias eu noto uma ligeira queda nos números da balança, mas depois volta tudo ao “normal”. Até óleo de coco estou tomando. No começo parece que deu uma ajuda. Agora estagnou. Tenho conversado com muita gente, sei do lance da idade, dos hormônios... Mas eu preciso emagrecer um pouco para voltar a correr mais leve.

Em tempo 2: a Maratona de Boston já passou, eu não corri, mas não dá para dizer que eu não fiquei um pouquinho triste de não poder ter ido. Soube do calor infernal, soube que muitos corredores desistiram. Muita gente falou “ainda bem que você não foi”... Mas ficou a frustração. Outro dia, conversando com a Martha Dallari (vice-presidente da ATC e uma pessoa ótima para conversar sobre corrida e sobre a vida), ela me disse que a gente tem que viver um pouquinho esse sentimento da frustração. E é isso. Pronto. Vivi. E agora já passou. Os treinos continuam e próximos desafios virão.



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h05
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... meus top 10 na corrida (11 abril 2012)...

 

Ao longo dos meus seis anos de corrida tive a oportunidade de experimentar muitos tênis e roupas de corrida. Ter conforto é básico, mas a modelagem que deixa o corpo da gente bonito e um toque fashion também agradam. Nesse momento minhas peças favoritas são:

Tênis

1. Mizuno Wave Prorunner 14: sempre gostei do modelo; é perfeito para o meu pé. Nos longos de final de semana e nas provas, é com ele que eu vou.

2. Adidas Response Stability: nunca tinha usado a marca, até ganhar um par no ano passado. É bem gostoso de usar. Rodo muito com ele em meus treinos da semana.

3. Asics Nimbus 13: foi um dos primeiros modelos que usei e me adaptei fácil a ele. Também é um tênis que uso para rodagem na semana.

Shorts

4. Mizuno: o que eu gosto é um modelo com o cós largo e tecido bem leve. Esse que eu uso não tem forro, o que deixa a peça mais confortável.

5. Nike: também tem o cós mais largo e o cordão fica para fora, mais fácil de amarrar. Gosto do tecido, do caimento, da cor.

Tops

6. Nike X-Back: tem ajustes nas alças e fecho nas costas, o que dá conforto e segurança. Fora que deixa o corpo bonito. Meu preferido.

7. Asics Ayami Bra: o modelo é bem feminino, gosto das alças fininhas e do recorte nas costas.

Meias

8. Nike Elite Running: para mim não tem melhor. Uso as de cano baixo. E quanto mais velhinhas, mais gostosas de usar.

Camisetas de prova

9. Circuito Vênus (Nike): bonita, modelagem feminina, tecido gostoso. Uso sempre em meus treinos

10. Circuito Athenas (Mizuno): é uma das camisetas mais gostosas que já vesti. Tecido leve, modelo baby look perfeito, cor bonita... Uso direto.

* Em tempo: minha pisada é neutra; tenho quadril largo (então detesto shorts retos e justos); tenho seios pequenos (portanto tops podem ser bem justinhos; não gosto dos que tem bojo e dos que ficam folgados).

 



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h03
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... será que sobrou algum leitor? (2 abril 2012)

Caramba! Quatro meses sem postar uma única linha.

Não vou ficar me estendendo em desculpas, mas apenas assumir que não consegui escrever aqui nesse tempo todo – falta de tempo, de inspiração, de assunto para compartilhar ou tudo junto e um pouco mais.

Nesse tempo eu continuei treinando – ou pelo menos tentando treinar.

Teve a fase de retomar o treino direitinho, a fase das férias, a fase de treinar quando era possível. Agora estou novamente na fase de retomar o treino direitinho. Estou levando a sério (dessa vez a sério mesmo, juro!). Treino três vezes por semana, seguindo a planilha, fazendo o possível ainda para encaixar musculação ou outra atividade na rotina.

Só que com a inconstância dos últimos meses ganhei alguns quilos. Nunca fui neurótica por magreza, mas preciso ficar mais leve para correr melhor.

E que dureza perder o excesso. Mesmo com orientação do endocrinologista, está mais difícil emagrecer agora do que quando eu comecei, sete anos atrás.

Sabe o que é ter que “correr devagar” (para ficar na faixa de queima de gordura) quando você já conhece o “correr depressa”? Dureza, leitor! Fora que o controle da alimentação tem que ser muito maior.

Nesse tempo também fiz e refiz muitos planos. Embora inscrita na Maratona de Boston, que acontece daqui duas semanas, não vou mais correr essa prova. Tomei a decisão há alguns meses. Não deu dessa vez, paciência. Mas não faz mal, um dia eu corro atrás do índice de novo e me preparo direito para estar lá.

Vou guardar com carinho o Manual do Corredor da Maratona de Boston – que recebi semana passada –, que certamente servirá de estímulo pra continuar na luta :)

Próximas provas? Ainda não sei. Melhorar meus tempos? Isso é lá pra frente. Bate-papo pelas corridas ou pelo blog? Certeza! Compromisso assumido!



Escrito por Yara Achôa, jornalista às 17h02
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Yara Achôa

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