São 6h30 da manhã, malas prontas, rumo à Curitiba.
Passei aqui rapidinho só para deixar algumas sensações registradas.
Estou ouvindo a "minha" música Viva La Vida (duas, três, quatro vezes...), que marcou minha Maratona de Nova York 2008.
Um ano depois sei que sou outra, a Maratona é outra, mas a emoção é a mesma.
Será minha terceira Maratona. Já não tenho o medo da primeira, em Porto Alegre, nem a insegurança da segunda, em Nova York, em um outro país...
É uma mistura de sensações: frio na barriga (sempre bom), certeza de que farei o melhor, confiança no que treinei, empolgação por encontrar antigos e novos amigos e feliz igual criança.
Amo muito tudo isso.
Bom, é isso. Mando notícias assim que puder.
Ah! Estou muito feliz também por poder estar com meu filho nessa viagem. E pela possibilidade dele me acompanhar ao longo da maratona (graças a ajuda preciosa de uma amiga querida), em vários pontos do percurso, para me dar um sorriso e dizer "vai, mãe!"
Motivador e emocionante...
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 06h48
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... estou às vésperas de minha terceira maratona...
O meu primeiro semestre, treinando por conta, resolvendo algumas pendências pessoais, foi bem devagar de desafios.
Em compensação, o segundo semestre bombou. Voltei a treinar em equipe, participei dos 600K da Nike e me propus a correr a Maratona de Curitiba.
A ideia de correr essa prova veio em agosto. Em setembro, fui uma das primeiras a me inscrever - ainda que pensando que "se não fosse possível ir, tudo bem"...
Fui treinando, o tempo foi passando e... chegou. Faltam três dias.
Se eu estou ansiosa? Sim, um pouco. Mas mais pela viagem.
Em relação à distância, 42K, é estranho - e talvez prematuro - dizer, mas me sinto íntima. Mesmo só tendo corrido duas até hoje.
Sei que tem o bendito Km 30, que tem o calor (a previsão é de um dia quente em Curitiba), que o percurso é difícil (um amigo de lá disse que por volta do km 35 existe uma sucessão de subidas - e nas palavras dele "ninguém merece!").
Sei de tudo isso. E não me pergunte de onde eu tiro ânimo e alegria para enfrentar tudo isso, com a vida corrida que eu levo. Mas sei que tiro.
Acho que são esses desafios que me alimentam. Então, vou me fartar em Curitiba.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 08h07
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... emoções que vão ficar para sempre...
600K: uma das coisas mais emocionantes que já vi e vivi.
De arrepiar.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 12h19
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... o futuro é o passo à frente...
No sábado passado fiz um treino de duas horas na USP, com o corpo ainda reclamando do esforço nos 600K.
E encarei por duas vezes a subida da Biologia. Mas comecei a pensar em jeito de vencer o tão temido e terrível trecho.
Sei que ao correr temos que olhar para frente. Só que ali - e em toda subida que encontrar pela frente a partir de agora - meu olhar será para o próximo passo. Sim, porque numa subida o futuro é o próximo passo.
Não me iludo pensando que o trecho é fácil. Sei que ali existe uma elevação, não nego isso. Porém a vitória vem passo após passo.
Quando a gente vê, chegou lá em cima.
Quantas e quantas vezes na vida o futuro também não é o passo à frente?
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 01h07
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... faz um ano da minha Maratona de Nova York...
Em clima de Maratona de Nova York, vale a pena ler de novo...
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 21h53
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... conquistei meu primeiro troféu...
Aqui está um videozinho da Prova Santos Dumont, no dia 12 de outubro, gravado pelo amigo Hideaki.
Foi nessa corrida que faturei o primeiro troféu de minha "carreira": segundo lugar feminino, categoria imprensa.
Não estava esperando - nem sabia que tinha troféu -, mas gostei!
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h41
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... perdas e ganhos...
O segundo dia do Desafio dos 600K
Às 4h da manhã já estávamos de pé e na hora que comecei a escrever esse post eram 18h44. Estávamos na van, fazendo as contas para ver que hora chegaríamos.
Nesse segundo dia dos 600k, a equipe imprensa tem mantido o pique e os ritmos, mas os heróis de hoje foram o Harry (WebRun) e a Apa (Diário de SP). Harry por estar escalado para fazer quatro trechos, com uma alegria gostosa de se ver. Sua principal tática, motivo de curiosidade e diversão entre a equipe: ele dorme o tempo todo na van e acorda pilhado, como um Super Homem pronto para entrar em ação. E ele vai lá e arrasa.
A Apa, por sua vez, encarou uma subida insana. E ainda fez um tempo muito bom no trecho. Guerreira!
E eu... tive meu melhor e meu pior momento na prova. Nós estamos em último lugar, nossa intenção é viver a experiência do revezamento dos 600k e levar nossas impressões e reportagens aos nossos veículos - no meu caso a Revista Contra Relógio. Mas como já disse uma vez, não dá para esquecer que estamos em uma competição, que queremos fazer o melhor, que temos um compromisso com o grupo. E que queremos nos superar.
Correr sozinha, sem as pessoas que normalmente estão em volta nas provas, requer muita concentração. Lembre-se: estamos em último e quando fazemos as trocas nos pontos de revezamento, já estamos sozinhos. Tenho aprendido isso aqui. Meu primeiro trecho de foi o melhor que fiz no Desafio - e talvez um dos melhores de todos os tempos. Estava focada. E ainda peguei chuva pelo caminho - uma sensação libertadora. Aproveitei cada gota. Conclui super feliz.
Mais adiante, tipo três horas depois, partir para meu segundo trecho. Um pouco mais difícil, com descidas e subidas. O treinador Mário Sérgio pediu que eu administrasse o ritmo. Comecei. Foi um trecho difícil para mim. Descidas e subidas. No final, uma subida não tão íngreme, mas longa... E vi que não conseguiria chegar no tempo previsto. Cheguei muito brava, quase chorando.
Não queria prejudicar a equipe. Não queria dar um passo atrás. Acho que tinha me entusiasmado com o primeiro trecho.
O dia passou e confesso que foi meio complicado digerir a coisa. Mas passou.
Às 19h os primeiros colocados da disputa dos 600k já haviam chegado ao hotel. A equipe imprensa, por sua vez, estava longe ainda. Já escuro e em um trecho sem acostamento, nosso treinador, em acordo com a equipe e a organização, decidiu que devíamos encerrar o dia ali, recebendo a punição que nos coubesse. E assim fizemos.
Ganhamos e perdemos. Lutamos como heróis, mas não queremos dar lições de heroísmo.
São aprendizados de uma corrida que vai entrar para minha história...
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 22h21
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... eu posso...
Estou correndo o Desafio dos 600K da Nike, indo de São Paulo até o Rio de Janeiro.
Nesse momento estou em São Sebastião. Já foram cerca de 200K. E amanhã, o que todos dizem, vai ser pedreira.
Pela Rio-Santos, serão mais cerca de 200K, com parada em Angra.
Estou entre os melhores atletas amadores de todo o Brasil. Gente que faz 3 minutos e pouco por quilômetro. E isso aqui é uma competição. Todo mundo quer se dar bem, individualmente e em grupo.
Mas eu sou uma pessoa e uma corredora normal, que com esforço chego perto dos 5 minutos por quilômetro. OK, estou na equipe imprensa que tem, digamos, algumas "regalias" - como por exemplo 13 atletas -, mas tenho que me superar como uma pessoa e uma corredora normal.
Meu trecho de estreia na prova aconteceu ao meio dia, no asfalto. Um retão sem tamanho, com uma leve subidinha. Pouco mais de 7 km. O calor, porém, matador. E eu fui lá e fiz. Penando, claro. Mas fiz. Cabeça trabalhando a favor o tempo todo, mesmo com o cérebro quase derretendo. Numa certa altura, um outdoor de uma operadora de telefonia celular, parecia ter sido colocado ali na estrada especialmente para mim. Dizia: "EU POSSO". Li, repeti em voz alta e toquei adiante.
Sabia que teria mais um trecho logo a frente, felizmente com um bom intervalo para me recuperar.
Às três e pouco da tarde, renovada - ou algo próximo à isso, já que andamos em uma van, com os os outros integrantes da equipe, com sanduíches, bebidas, mochilas - lá fui eu de novo. Mais um trecho de 7 km, na praia de Boraceia. Outro retão.
Praia quase deserta, apenas uma ou outra figura - uma delas uma espécie de "guru" fazendo meditação à beira mar - e eu. Uns urubus mais ali na frente. E lembrei do que alguns amigos me disseram: não se preocupe com seu tempo, faça o seu melhor, mas aproveite a prova. E ali eu corri com o coração. Feliz.
Fiz o meu melhor, mas também aproveitei a paisagem. Corri pela praia e depois um trecho de terra. Fui bem melhor do que o primeiro trecho.
Não sei nem como estou com cabeça pra escever agora, poucas horas de sono, muitas horas na van, com alguns momentos de corrida intensa. Não sei se faz algum sentido o texto. Mas queria deixar registrada algumas impressões.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 22h51
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... chegou a hora de ir...
Os medos e as angústias ficaram para trás. Deram lugar a alegria, como se pode ver na foto abaixo, durante o Congresso Técnico da Nike, ontem em SP.
Que venham os 600K...
Que venha a Maratona de Curitiba...
Que venha muito mais por aí.
Porque como diz a canção, "certeza é o chão de um imóvel... PREFIRO AS PERNAS QUE ME MOVIMENTAM..."
Obrigada por todo o apoio e desculpe a falta de tempo dos últimos dias (tanto para postar como para responder e-mails).
Sobre os 600 K, vou mandar notícias para esse blog, para o da Contra Relógio e também uns flashes no meu twitter
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h45
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... filosofando sobre pressão, subidas e descidas...
Há dias estou querendo escrever sobre o assunto.
Desde o dia em que fiz o difícil treino em Aldeia da Serra – 12 km, mesclando estrada e trechos de terra.
É que a corrida me faz traçar paralelos com o dia a dia.
Eu pareço ser uma pessoa tranqüila, mas acho que é por fora. Me cobro muito (na corrida e fora dela, embora sempre procure diversão em tudo que faço) e boto uma pressão sobre mim mesma muitas vezes difícil de suportar.
Nesse dia em Aldeia da Serra, treino para os 600K, percurso difícil, só feras ali correndo, a primeira coisa que me veio à cabeça é “não vou agüentar um esquema tão punk”.
Antes que pensem que estou sendo negativa, que isso não é pensamento para um corredor às vésperas de um grande desafio ter, digo: não, não é pensamento negativo. Acho que o nome disso é cobrança interior. E sim, um corredor pode ter esse tipo de pensamento. Eu sou humana e posso tremer as pernas diante de uma dificuldade.
Acho que nem foi o percurso que pesou, mas a comparação que comecei a fazer com os outros corredores. Pensava que queria ter mais tempo para treinar, que se tivesse uma vida mais tranqüila poderia estar em melhor forma... Taí a cobrança que me faço e muitas vezes não consigo minimizar – felizmente, no final do treino, conversando com outro corredor, me senti um pouco mais aliviada.
Durante o treino vieram trechos bons e trechos ruins.
Nos momentos mais duros, pensava em alguma coisa muito difícil que já tinha superado – e até em alguns malas que vivem atravancando minha vida. E pensava: se venci essas situações, por que não venceria essa subida?
E pensei também que a vida da gente é assim: quantas vezes num dia você não dá de cara com uma tremenda montanha? E quantas outras vezes você não solta as pernas numa gostosa e veloz descida? Essa é a graça da vida: os altos e baixos, ter medo e ter coragem, avançar e recuar.
Minha ansiedade está atingindo níveis altíssimos. Penso na pressão de ter uma boa performance. Por mais que todos digam: você vai correr bem, está preparada, sei que tenho meus limites. Penso também nas subidas e descidas – mas com isso, ao que parece, não terei muito que me preocupar (meus trechos são quase planos). Felizmente nos últimos dias tenho estado ao lado de pessoas que estão conseguindo tirar o melhor de mim, o que aumenta minha confiança
Um pouco filosófico o post de hoje. Mas é o que se passa comigo nesse momento.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 18h34
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... consigo meu equilíbrio cortejando a insanidade...
Ontem, em Aldeia da Serra, ao lado do Harry e da Luciana (da equipe imprensa), fiz um treino, uma espécie de “simulado” do que encontraremos pelo caminho no Desafio dos 600 K.
Harry (Webrun), Luciana (O2), Yara (Contra Relógio)
Nada a ver com volume - porque só corremos 12 K -, mas muito a ver com dificuldade.
Manhã fria, perfeita para correr. E lá fomos nós.
De cara (de cara mesmo!) uma subida do tipo “pede pra sair”. Cheia de gás ainda, venci a danada - não sem sofrer e pensar que se esse era o começo, o que viria pela frente...
Um longo e tortuoso caminho veio pela frente. Asfalto, terra, pedriscos, subidas e descidas fortes.
Ao longo do treino, todo tipo de pensamento invadiu a cabeça:
“Será que eu vou agüentar?”
“Será que eu vou agüentar isso três vezes por dia, durante três dias seguidos?”
“Será que eu chego viva?”
E outras tantas constatações:
“Não basta querer e dar o seu melhor, você tem que ter pernas.”
“Não basta querer e dar o seu melhor, sua cabeça tem que ajudar.”
“Não basta querer e dar o seu melhor, tem que chegar viva.”
Em alguns momentos, focada, corria muito rápido. Em outros, pedia desculpas a mim mesma e andava.
Pensava também na equipe do Desafio dos 600K. Não dá para negar: rola pressão - pressão essa que, por enquanto, vem da minha cabeça. Por isso foi bom conversar com o Roberto, que está na equipe da Run&Fun.
No final, a sensação é de uma felicidade extrema. Embora preocupada com minha performance, estava orgulhosa de mim.
Harry, meu grande amigo!
Pensa que acabou? Não. O treino tinha uma segunda etapa, na USP.
Parada para um rápido reabastecimento na padaria e lá fomos nós pra USP, pouco mais de uma hora depois de termos vencido os morros de Aldeia.
Minhas pernas pareciam pesar uma tonelada. Disse para o treinador que não agüentaria encarar uma Biologia naquele momento. Então parti para a volta de 8K.
No asfalto, tudo é mais fácil - isso se você não tiver subido morros antes. Mas fui lá e fiz.
Eu tenho a força! Com a Apa (Diário de SP) e a Luciana
Disse para o André, treinador da Run&Fun que nos acompanhou, que achava que seria mais difícil do que correr uma maratona. Ele disse que parece difícil porque ainda não conheço e que assim que meu corpo se acostumar com essa ideia de correr em turnos, vai ficar mais fácil.
Harry, eu, Apa, Lu, Roberto: todos nos 600K
Até o fotógrafo Tião Moreira apareceu!!!
Sei que passei a tarde muito bem, com aquela leve lembrança de esforço, principalmente nas coxas. Mas o tempo todo vinha o pensamento da prova. Porque a gente vai correr dois ou três trechos intercalados e nos intervalos estaremos dentro de uma van, acompanhando o corredor da vez. Ou seja, nada de se esticar, tirar uma soneca...
Dormi mais cedo do que de costume, exausta.
Se meu corpo tem que se acostumar com um novo tipo de treino, ele irá acostumar. Acordei e fui fazer uns 7K aqui perto de casa, com direito a subidas (não tão íngremes, mas subidas) e descidas. Fiquei satisfeita com o resultado, principalmente levando em conta o esforço de ontem. E já deu para notar que vai ser difícil manter o ritmo e a energia durante os três dias.
Voltei para casa e o Antônio quis ir para o Ibirapuera. Ele de bike, queria que eu ficasse ao lado. Ou seja, tive de correr. Foram mais 3K.
Agora à tarde eu dormi. Enquanto não estou dentro de uma van, com outros malucos rumo ao Rio de Janeiro, me dei a esse luxo.
O desafio dos 600K será um grande desafio, pelo percurso, pelo trabalho em equipe, por desafiar meus limites.
É isso aí: consigo meu equilíbrio cultivando a insanidade.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 19h51
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... fui "convocada" pelos 600K...
Olha a responsabilidade!!!
E na terça-feira fizemos um treino no Ibirapuera. Parecia coletiva de imprensa, mas era apenas o encontro de parte da equipe de jornalistas que enfrentará o Desafio dos 600K SP>RJ, em outubro. Sob o comando do técnico Mario Sérgio, me diverti ao lado de outros cinco colegas corredores - que definitivamente derrubam a imagem do jornalista boêmio e sedentário. No total seremos 12 bravos representantes da mídia. E nos revezaremos ao longo dos 600 quilômetros que separam a capital paulista da Cidade Maravilhosa, de 22 a 25 de outubro.
Estamos confiantes na força e na união de nosso grupo - nessa hora esquecemos concorrência ou rivalidade e ignoramos até distâncias (alguns colegas são de outras cidades) -, mas sabemos que o páreo vai ser duro. As outras equipes que participam do Desafio, formadas pelos melhores corredores de grandes assessorias esportivas e usuários do sistema Nike+, vêm com tudo. Na verdade, nós, jornalistas, combinamos apenas de não nos tornarmos motivo de piada entre os outros competidores.
Mais detalhes sobre o Desafio dos 600K SP>RJ você confere na revista Contra-Relógiode outubro.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h06
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... encontrei com Dean Karnazes, o ultramaratonista...
Mais uma vez o ultramaratonista norte-americano Dean Karnazes deu um show de simpatia na entrevista que concedeu à revista Contra Relógio (nas bancas em outubro). Como sempre faz, gosta de saber quem são os leitores das publicações que atende e se entusiasmou ao saber que somos uma equipe de corredores que escreve para corredores - um grande diferencial, pois sentimos na pele o que estamos reportando.
No final, sempre solícito, também gravou uma pequena saudação aos nossos leitores: “Olá, corredores brasileiros. Foi muito divertido correr por 24 horas em São Paulo, que tem a melhor pizza do mundo. Obrigado. Nos vemos na próxima!”
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 00h11
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... corri com Dean Karnazes, o ultramaratonista...
Foi uma noite bem bacana. Encontro com amigos corredores para participarmos de um evento com o Dean Karnazes, o ultramaratonista.
O DK veio ao Brasil para promover seu novo livro "50 maratonas em 50 dias" e encarou o Desafio 24 horas correndo por São Paulo, cerca de 152 km.
Eu fiz um trecho de 28 Km, no início. Foi muito divertido, conheci muita gente, troquei informações. Adorei!
Foram 3h28m correndo, que nem vi passar. Cheguei em casa com muita fome e ligadíssima. Já me alimentei, mas continuo ligada (cheguei às 11h15 da noite e agora são 2h30 da madruga). Vou postar umas fotinhos aqui e depois escrevo com mais calma outras impressões que tive a respeito do evento.
Ah... Também tenho de deixar mais uma fotinho - essa de ontem. Eu e o técnico do maior time do mundo: Mano Menezes, do Corinthians!!!
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 02h17
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... preciso aprender a administrar melhor a ansiedade...
Estamos em uma época em que tudo é para ontem. E eu, especialmente, ando em fase de grande ansiedade.
Até na hora de correr a ansiedade tem se manifestado - respiração curta, coração acelerado logo nos primeiros passos... e velocidade máxima nos três primeiros quilômetros de aquecimento (seja em prova ou treino).
Semana passada, na Meia da Praia Grande, fiz menos de 6min/km nos três primeiros quilômetros. Depois achei minha velocidade de cruzeiro e fui bem até errar a mão - ou melhor, o pé - tentando acompanhar um corredor que começou a conversar comigo durante a prova. Dois quilômetros fortíssimos me quebraram depois da metade do percurso. Mas terminei, é claro.
Hoje, em treino, a ansiedade novamente se manifestou. Só que baixou também a inspiração. Fiz o treino todo abaixo de 6min/km. No total foram 12,5 km, em 1h12m, e médias: ritmo 5m49s/km, bpm 171, velocidade 10,3km/h. Se tivesse usado a cabeça na semana passada, não teria quebrado. Vivendo e aprendendo...
Falando em aprender, continuo na árdua batalha de entender meu Garmin - e cada vez mais fascinada com as informações que traz. Abaixo, mapa do treino de hoje, no Ibirapuera, via Google Earth.
E tem revistas novas nas bancas. Esse mês, matérias minhas na...
MEN'S HEALTH - uma, inclusive, falando de uma tribo indígena mexicana, expert em longas distâncias...
CONTRA RELÓGIO - preparativos para a Nike 600K; Usain Bolt; pessoas mega ocupadas que arrumam tempo para grandes desafios; e uma com a minha amiga Mayumi, um exemplo de superação.
E não abandonei o blog, não. Nem farei isso. Mas estou com mais frequência no TWITTER http://twitter.com/yaraachoa. Você também pode me seguir por lá.
Escrito por Yara Achôa, jornalista às 19h32
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